JS erra a 'mão de ouro' no remix brega-funk de 'Rajadão', hit de Pabllo Vittar

Capa do single 'Rajadão brega funk remix', de Pabllo Vittar e JS O Mão de Ouro Divulgação ♪ Em 24 de março, quando Pabllo Vittar lançou o terceiro álbum, 111, a faixa Rajadão (Arthur Marques, Rodrigo Gorky, Maffalda, Pablo Bispo e Zebu) se impôs de imediato como o grande destaque da safra inédita do repertório do disco.

Esse pop trance espiritualista caiu como trovão no gosto do público seguidor de Vittar, atravessando fronteiras e nichos.

Até evangélicos levantaram a mão para o alto e sentiram a força de Rajadão, atraídos por versos como “O poder da vitória vai curar a dor / A chuva da vitória vai reinar no fim / E quem caiu vai levantar e a gente vai vencer / Sofrimento acabar e o amor vai crescer”.

Decorridos dois meses do lançamento do álbum 111, Vittar reapresenta Rajadão em single com remix em ritmo brega-funk produzido por JS O Mão de Ouro.

Simultaneamente com o single, a cantora lança o lyric video da música, criado em sincronia com a batida da versão remixada de Rajadão.

JS é Jonathan Santos, produtor pernambucano que ganhou notoriedade nacional como um dos principais arquitetos do subgênero brega-funk – o que vem justificando a alcunha O Mão de Ouro acrescentada por ele ao nome artístico. Contudo, no remix de Rajadão, JS erra a “mão de ouro”.

A batida brega-funk dilui o clima apocalíptico de Rajadão, uma das forças motoras da gravação original.

Atenta à expansão do brega-funk no universo pop brasileiro, Pabllo Vittar já tinha requisitado os serviços de JS O Mão de Ouro para produzir remix de Amor de que (Arthur Marques, Maffalda, Pablo Bispo, Rodrigo Gorky e Zebu, 2019), primeiro sucesso do álbum 111.

O remix de Rajadão é a segunda colaboração de JS com Vittar e, a rigor, nada acrescenta de relevante à música.

Talvez porque a lapidar gravação do álbum prescinda de remixes.

Era fácil errar a mão com uma faixa já em si aliciante no formato original...

Categoria:Pop & Arte