EUA acusam formalmente de 'narcoterrorismo' e oferecem recompensa de US$ 15 milhões por Maduro

Acusação contra Maduro e outras autoridades alega que eles conspiram com o grupo guerrilheiro colombiano Farc para enviar grandes quantidades de cocaína para os Estados Unidos e outros países.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante entrevista coletiva em Caracas, no dia 14 de fevereiro AP Photo/Ariana Cubillos O Departamento de Justiça dos EUA apresentou acusações criminais contra o presidente Nicolás Maduro e outras autoridades venezuelanas nesta quinta-feira (26) relacionadas a envolvimento com narcotráfico.

O Departamento de Estado americano ofereceu uma recompensa de US$ 15 milhões por informações que levem à captura do líder chavista. A acusação é uma ação rara dos EUA contra um chefe de Estado e marca uma grave escalada contra Maduro por Washington, num momento em que algumas autoridades americanas apontam que o presidente Donald Trump está cada vez mais frustrado com os resultados de sua política na Venezuela. Maduro rejeitou as acusações.

"Há uma conspiração dos Estados Unidos e da Colômbia e eles deram a ordem de encher a Venezuela de violência", disse no Twitter.

"Como chefe de Estado, sou obrigado a defender a paz e a estabilidade em toda a pátria, sob quaisquer circunstâncias". Levante frustrado Os Estados Unidos e dezenas de outros países reconheceram o líder da oposição Juan Guaidó como presidente legítimo do país.

Mas Maduro permaneceu no poder, apoiado pelas forças armadas do país e por Rússia, China e Cuba. As autoridades americanas acusam Maduro e seus associados há muito tempo de administrar um "estado de narcotráfico", dizendo que usaram recursos do tráfico de drogas para compensar a perda de receita do setor petrolífero, sancionado pelos Estados Unidos. A acusação contra Maduro e outras autoridades alega que eles conspiram com o grupo guerrilheiro colombiano Farc para enviar grandes quantidades de cocaína para os Estados Unidos e outros países.

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